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Metadados em Ambiente SIG

Em seus projetos, você costuma dar atenção aos metadados? Este é um tema que merece nossa atenção ao trabalhar com sistemas de informações geográficas (SIG), banco de dados geoespaciais e outras geotecnologias é a utilização adequada de metadados (metadata, em inglês). Muitas vezes sua aplicabilidade e importância são simplesmente ignorados. Mas, o que são e para que servem os metadados? Este artigo visa clarificar este assunto.

CONCEITO E IMPORTÂNCIA DOS METADADOS

O que vem em sua mente ao ouvir falar ou ler sobre metadados? Alguns acreditam que este termo seja apenas um sinônimo de dados digitais, tais como arquivos de dados (geográficos ou não) como um shapefile, um arquivo KML ou mesmo um documento gerado em uma suíte de escritório. Na realidade o conceito correto de metadados não é esse.

Metadados em Ambiente SIG

Grave bem isso: Costuma-se dizer, corretamente, que metadados são dados sobre dados ou dados que descrevem outros dados. Um exemplo bem genérico: Quando você salva um documento de texto, o arquivo grava metadados tais como nome do autor e datas de criação/modificação.

METADADOS EM SIG

Já passando para área de Geotecnologias, sabemos que o shapefile é composto de arquivos obrigatórios de extensões SHP, SHX e DBF, além de outros “opcionais” como o de extensão PRJ. Este último é um arquivo de texto que apresenta um metadado muito importante: O sistema de referência/projeção cartográfica do seu shapefile. Ou seja, ele contém dados ou descrições sobre seu dado geográfico.

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Partindo agora para o ambiente SIG e ilustrando diretamente com o que acontece no Quantum GIS (QGIS), se você carregar uma camada de informação (vetorial ou raster) e acessar as propriedades deste plano, você poderá navegar até a aba Metadados (imagem abaixo). Você já havia notado este detalhe?

Metadados - Quantum GIS

Note algumas das informações descritas nesta aba: tipo de armazenamento (ESRI Shapefile), fonte (caminho lógico até o arquivo), tipo de geometria, número de feições da camada, o que é possível fazer com seu dado, o retângulo envolvente da área representada, e o sistema de projeção cartográfica (conteúdo do arquivo PRJ).

Com estas informações você pode, entre outras coisas, organizar melhor seus projetos, bem como ter maiores condições de encontrar um erro de compatibilidade (escala, extensão) ou outro que surja durante alguma operação.

Organização sempre é bom, e como já comentado os metadados nos ajudam muito neste aspecto. Há possibilidade de ser organizar seus dados de acordo com vários critérios (área geográfica, tipo de geometria, etc).

Em resumo, os metadados são mais uma característica dos dados geográficos a ser explorada, pois utilizados de forma adequada podem contribuir para a eficiência e eficácia de seus trabalhos.

Leia mais sobre metadados em ambiente SIG no artigo de capa da edição 4 (pp. 21-30) da Revista FOSSGIS Brasil:

O que acharam deste breve artigo? Deixem seus comentários (opinião, sugestão, dúvidas) sobre este tema. Leia também:

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Consultor em Geotecnologias, graduado em Geoprocessamento. Instrutor de diversos cursos, presenciais e online, sobre Geotecnologias com Softwares Livres com ênfase em QGIS, gvSIG, PostgreSQL/PostGIS, MapServer e i3Geo.

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10 comments on “Metadados em Ambiente SIG

  1. Esclarecedor.
    Mais conceitos a serem fixados.
    Abraço.

  2. Bom Dia Anderson,
    Gostei muito e você está de parabéns, por este e outros artigos.
    Abraços

    • Obrigado Nélio por sua visita e comentário. Fico feliz pelo bom retorno que tenho recebido dos leitores. Em breve mais uma matéria sobre aspectos conceituais. Abraço!

  3. Olá Anderson!

    Parabéns pelo tema de Metadados. Tema muito importante para que os produtores de dados espaciais tomem a iniciativa de preencher estes dados.
    Sugiro que aborde sobre o Contéudo de Metadados indicado na INDE.

    Um Abraço!
    João Sousa Neto

    • Olá João, como vai?
      Fico feliz por saber que este tema é de interesse dos leitores. Farei o possível para abordar o tema solicitado.
      Forte Abraço!

  4. Olá Anderson,
    não imagino a INDE (Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais) sem Metadados. Para que INDE seja plena devemos sempre nos preocupar com os Metadados dos nossos arquivos vetoriais e matriciais.
    Parabéns pela explanação sucinta, objetiva e que desperta em mim e em nossos colegas um cuidado maior sobre metadados.
    Como sugestão, poderia escrever sobre o que pode acontecer senão utilizarmos metadados. Sabemos que é importante e sabemos porque, seria interessante mostrar alguns exemplos como: o que acontece se eu não souber o SR/SP de um arquivo, se eu não souber a data de criação do arquivo, se eu não souber o órgão responsável, se eu não souber a escala e por aí vai…
    Abraço,
    Wilson Holler

    • Olá Wilson, tudo bem?
      Muito obrigado por seu comentário e elogio ao artigo. Sua sugestão foi excelente, espero em breve atender ao seu pedido.
      Em breve novidades.
      Um Abraço!

  5. Muito louvável, pois, como eu quero entrar nessa área vai ajudar-me como palavras técnicas do meu desconhecimento.
    Parabéns. Não deixe de continuar com a matéria.
    abraço
    Luiz Alberto.

    • Obrigado Luiz por seu comentário e elogio. Em breve publicarei mais matérias sobre aspectos conceituais em ambiente SIG.
      Um Abraço!

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